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Hospital Metropolitano realiza primeiro procedimento com sistema RotaPro do SUS na Paraíba
O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires deu mais um passo na consolidação da cardiologia intervencionista de alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS) da Paraíba. Nesta semana, a unidade realizou, com sucesso, o primeiro procedimento de angioplastia coronária com uso do sistema RotaPro no SUS estadual, uma evolução tecnológica da aterectomia rotacional tradicional.
Realizado pelos cardiologistas intervencionistas Thiago Lisboa e Glauco Gusmão, o procedimento atendeu um paciente que apresentava dor torácica e falta de ar limitantes, com importante impacto na qualidade de vida. O cateterismo cardíaco evidenciou uma obstrução de 90% em uma artéria coronária, associada a uma placa extremamente calcificada (descrita como um verdadeiro "bloco de cálcio", conforme evidenciado nas imagens do exame), cenário em que as técnicas convencionais de angioplastia apresentam maior limitação técnica. Após o procedimento realizado com sucesso, o paciente recebeu alta hospitalar em menos de 24 horas.
O que é o RotaPro e por que ele foi necessário?
De acordo com o cardiologista Thiago Lisboa, o RotaPro é um sistema de nova geração indicado especialmente para o tratamento de lesões coronarianas extensamente calcificadas, nas quais os métodos convencionais apresentam maior limitação. O novo sistema mantém a eficácia já consolidada da técnica, agregando importantes avanços operacionais: maior precisão e estabilidade durante o procedimento, redução do tempo de intervenção, menor exposição à radiação e potencial redução no uso do contraste, substância utilizada para tornar as artérias visíveis durante o exame. Conforme o especialista, esses benefícios contribuem para procedimentos mais seguros, eficientes e reprodutíveis, especialmente em pacientes de maior complexidade clínica.

Já do ponto de vista logístico, a coordenadora do serviço de hemodinâmica, Mayara Driele, explica que foi necessária a aquisição do material de OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais) específico para a técnica, indispensável para sua execução segura e eficaz.
Lisboa destaca a relevância da conquista: "O Hospital segue avançando na realização de procedimentos cardiovasculares de alta complexidade pelo SUS, reafirmando seu compromisso com a excelência e a incorporação de novas tecnologias em benefício da população. A realização desse procedimento reforça o papel do Hospital como referência regional em cardiologia intervencionista, mantendo-se na vanguarda do tratamento minimamente invasivo das doenças cardiovasculares, inclusive no contexto do sistema público de saúde."
A coordenadora Mayara Driele reforça que a incorporação do RotaPro amplia diretamente a capacidade de atendimento da unidade. "Esse tipo de procedimento atende, principalmente, pacientes portadores de lesões coronarianas crônicas e complexas, que não são passíveis de tratamento adequado por meio da angioplastia convencional. A incorporação do RotaPro amplia nossa capacidade resolutiva e garante um atendimento mais qualificado e seguro dentro do SUS", destacou a coordenadora.
Mais do que um marco técnico, a iniciativa integra o compromisso contínuo da unidade, gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), com a excelência assistencial e a incorporação de novas tecnologias em benefício da população paraibana. Para a diretora do Hospital Metropolitano, Louise Nathalie, o marco vai além do procedimento em si. "Esse primeiro RotaPro do SUS na Paraíba é a prova de que é possível unir inovação e equidade na saúde pública. É uma conquista da nossa equipe e, sobretudo, dos paraibanos que dependem do SUS para ter acesso a um tratamento de excelência", concluiu.