Notícias
Dia Nacional da Cardiopatia Congênita: Hospital Metropolitano reforça importância do diagnóstico precoce e do cuidado integral
A cardiopatia congênita foi o tema de uma ação especial realizada nesta quinta-feira (11) no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (HMDJMP), unidade da rede estadual e gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde). A atividade alusiva ao Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita foi voltada para colaboradores, acompanhantes e pacientes da unidade hospitalar.
A iniciativa teve como objetivo ampliar o conhecimento sobre a cardiopatia congênita, condição caracterizada por alterações na estrutura ou no funcionamento do coração que se desenvolvem ainda durante a gestação. A programação contou com orientações sobre o cuidado às crianças com cardiopatias congênitas e suas famílias, destacando a importância da rede de apoio ao longo de toda a jornada de tratamento. Um dos momentos marcantes foi o ato representativo em que colaboradores soltaram balões vermelhos em alusão à data.

Durante o evento, a diretora de Atenção à Saúde da PB Saúde, Ilara Nóbrega, destacou a assistência aos pacientes de cardiopatia congênita no estado. “Hoje, temos um protocolo estruturado para identificação e acompanhamento dos casos suspeitos de cardiopatia congênita. Contamos com equipes especializadas e uma rede integrada que garante que todo bebê que apresente sinais de alerta ao nascer seja rapidamente avaliado e encaminhado para o atendimento adequado. Esse processo envolve assistência direta ao paciente, tecnologia, organização da rede de saúde e, acima de tudo, muita dedicação”, afirmou.
Para a diretora-geral do Hospital Metropolitano, Louise Nathalie, uma das grandes conquistas na área da cardiopatia congênita é a continuidade do cuidado. “A criança pode ser identificada ainda durante o pré-natal, acompanhada ao nascer e seguir recebendo assistência especializada ao longo de todo o seu tratamento. Ela não se perde mais no sistema. Existe uma rede preparada para acolher, orientar e garantir que cada paciente tenha acesso ao cuidado que necessita”, destacou.

O médico cardiologista e coordenador do Serviço de Cirurgia Cardiovascular Pediátrica do Hospital Metropolitano, Daniel Magalhães explicou que o hospital passou por um importante processo de crescimento e fortalecimento da sua capacidade assistencial nos últimos anos. “Hoje, conseguimos realizar procedimentos de alta complexidade que, anteriormente, exigiam o encaminhamento de pacientes para outros estados. Esse avanço representa um grande benefício para as crianças e suas famílias, que agora podem receber tratamento especializado mais perto de casa, com mais conforto, segurança e acompanhamento contínuo. Além disso, fortalece a rede de saúde da Paraíba e contribui para uma utilização mais eficiente dos recursos públicos”.

Na Paraíba, o Hospital Metropolitano atua como referência de alta complexidade cardiológica, recebendo pacientes com cardiopatia congênita cujos casos demandam intervenções cirúrgicas, contando com uma estrutura que tem evoluído constantemente desde 2018 e uma equipe multidisciplinar, composta por cardiologistas, cirurgiões, fisioterapeutas e enfermeiros.
Segundo o Ministério da Saúde, a cardiopatia congênita acomete oito crianças em cada mil nascidos vivos. Todos os anos, cerca de 130 milhões de crianças nascem no mundo com algum tipo de cardiopatia congênita. Só no Brasil, são mais de 21 mil bebês que precisam de algum tipo de intervenção cirúrgica para sobreviver. Desses, cerca de 6% morrem antes de completar um ano.
