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Cirurgia minimamente invasiva no Edson Ramalho devolve esperança de maternidade a paciente do Sertão

publicado: 30/03/2026 10h48, última modificação: 30/03/2026 10h48

O sonho de ser mãe sempre fez parte da vida de Juliana de Sousa, 34 anos, moradora do município de Nazarezinho, Sertão do estado. Nos últimos meses, porém, dores persistentes na parte inferior do abdômen e cólicas frequentes passaram a fazer parte da sua rotina, trazendo preocupação e incertezas.

“Eu sempre tive o sonho de ser mãe e, quando começaram as dores e cólicas constantes, procurei ajuda médica. Receber o diagnóstico foi difícil, mas fiquei confiante com o tratamento. Agora, após a realização da cirurgia, estou mais esperançosa de que vou conseguir engravidar”, relata.

Encaminhada por meio da regulação do seu município, Juliana foi atendida no Hospital do Servidor General Edson Ramalho (HSGER), unidade do Governo da Paraíba, gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde. Após investigação médica, foi identificado um pólipo uterino, condição que pode interferir na fertilidade.

Para tratar o problema, a paciente foi submetida a uma histeroscopia cirúrgica, procedimento minimamente invasivo que permite visualizar o interior do útero e remover alterações sem a necessidade de cirurgia aberta.

   “A histeroscopia é uma ferramenta fundamental tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento de alterações uterinas que podem impactar diretamente na fertilidade. Por ser um procedimento minimamente invasivo, conseguimos oferecer mais conforto, segurança e uma recuperação rápida para as pacientes. Em muitos casos, como o da Juliana, a retirada de pólipos pode aumentar significativamente as chances de uma gestação saudável”, explica a médica ginecologista Ana Elizabete Dutra, responsável pelo procedimento.

   Histeroscopia - No Hospital Edson Ramalho, a histeroscopia é um dos procedimentos oferecidos no ambulatório de ginecologia, que integra o conjunto de especialidades disponíveis na unidade. A técnica pode ser utilizada tanto para diagnóstico quanto para tratamento de diversas condições, como pólipos, miomas, sangramentos anormais e suspeitas de alterações no endométrio. Existem dois tipos principais de histeroscopia: a diagnóstica, que avalia o interior do útero, e a cirúrgica, indicada quando é necessário intervir e remover alterações identificadas. Em ambos os casos, é utilizado o histeroscópio, um instrumento com câmera introduzido pela vagina, que permite a visualização em tempo real por meio de um monitor.

  Endometriose - Neste mês de março, de conscientização sobre a endometriose, a atenção à saúde da mulher ganha ainda mais relevância. Juliana não possui endometriose, apesar dos pólipos serem o resultado de um proliferação anômala das células endometriais.

  A doença, que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, pode causar dor intensa e dificultar a gravidez, muitas vezes demora a ser diagnosticada, o que reforça a importância de investigar sintomas e buscar acompanhamento médico.

Segundo o médico ginecologista Moisés Cartaxo, coordenador do serviço de ginecologia do hospital, a oferta desse tipo de procedimento é essencial para garantir um atendimento mais eficiente. “Além de proporcionar uma abordagem minimamente invasiva, com recuperação rápida e segura, a histeroscopia garante o cuidado integral com a saúde da mulher, ampliando a oferta de serviços da nossa unidade, garantindo a atenção ao seu ciclo de vida como um todo”, destaca.