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Hospital Edson Ramalho realizou mais de 500 cirurgias pelo programa Paraíba Contra o Câncer em 2025

publicado: 08/04/2026 14h19, última modificação: 08/04/2026 14h19

O Hospital do Servidor General Edson Ramalho (HSGER) realizou mais de 500 cirurgias pelo programa do Governo do Estado - Paraíba Contra o Câncer no ano de 2025. Nesta data em que comemora-se o Dia Mundial de Combate ao Câncer - 8 de abril, o Hospital Edson Ramalho destaca a importância do uso de tecnologia nos procedimentos cirúrgicos e do diagnóstico precoce para o sucesso do tratamento. A unidade hospitalar, administrada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), é referência na primeira macrorregião. 

O diretor hospitalar do HSGER, Ramonn Chaves, que também é médico oncologista, destaca o investimento do hospital na adoção de técnicas inovadoras como tratamento cirúrgico aos diversos tipos de câncer. “Temos inovado na utilização de técnicas minimamente invasivas e procedimentos de alta complexidade, elevando o padrão da assistência aos nossos pacientes via Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesta semana, a equipe cirúrgica do Hospital Edson Ramalho vai realizar mais um procedimento inédito pelo programa Paraíba Contra o Câncer: uma colectomia por vídeo. “O procedimento é minimamente invasivo e vai remover parte ou todo o intestino grosso do paciente a partir de pequenas incisões. Com a utilização desta técnica, o paciente terá uma recuperação mais rápida, com menos dor e cicatrizes menores, em relação ao procedimento tradicional”, explica Ramonn Chaves.

Há menos de duas semanas, foi realizada no hospital uma cirurgia com a técnica Hipec, indicada para pacientes com metástase peritoneal de origem em tumor mucinoso de apêndice. “O procedimento foi dividido em duas etapas, combinando a retirada dos tumores visíveis na cavidade abdominal com quimioterapia aquecida  a uma temperatura de 45°C e 50°C no abdômen, potencializando a eliminação de células cancerígenas”, comenta o oncologista. Esta foi a primeira vez que o procedimento foi realizado pelo SUS na Paraíba.

Outro procedimento inédito pelo SUS no estado foi a ressecção endoscópica de tumor precoce de reto. No procedimento, foi utilizada a técnica de dissecção endoscópica submucosa (ESD - do inglês endoscopic submucosal dissection), preservando o órgão do paciente e evitando colostomia definitiva.

O pedreiro Carlos Antônio Pereira foi submetido a uma cirurgia de ressecção endoscópica de tumor vesical e já está em casa, em recuperação. Ele chegou ao hospital com fortes dores abdominais e recebeu o diagnóstico de que poderia estar com um tumor a partir dos exames realizados na unidade hospitalar. “O atendimento no Edson Ramalho foi muito bom. Todo mundo me atendeu bem e me senti acolhido. Agora, estou descansando em casa, mas não vejo a hora de voltar para a nova consulta com o médico”, afirma o paciente.

Mais de 13 mil casos - Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam uma estimativa de 13.470 novos casos de neoplasias na Paraíba, no ano de 2026. O tipo de tumor mais incidente deve ser o de pele não melanoma, com 3.590 casos. Em seguida, estão o câncer de próstata (1.790), câncer de mama feminina (1.640), câncer de traqueia, brônquios e pulmão (580) e câncer de cólon e reto (530). 

O estudo Estimativa 2026: incidência de câncer no Brasil, publicado pelo Inca para o triênio de 2026 a 2028, estima a ocorrência de 781.050 novos casos de câncer por ano no Brasil, consolidando a doença como uma das principais causas de morbimortalidade no país, aproximando-se das doenças cardiovasculares, que lideram o ranking.

Diagnóstico precoce é essencial - Neste contexto, uma das principais estratégias na luta contra a doença é o diagnóstico precoce. “Com a detecção prematura, é possível fazermos cirurgias menores, a exemplo das videolaparoscopias. Isto pode reduzir os efeitos colaterais e aumentar a qualidade de vida física e emocional do paciente após o tratamento”, comenta o diretor-técnico do Hospital Edson Ramalho, Aluízio Santana.

Ele recomenda que toda pessoa preste atenção ao funcionamento de sua saúde, sobretudo, quem tem mais de 40 anos. “É importante estar atento a sintomas como perda de peso sem explicação, perda de apetite, dor persistente, aparecimento de nódulos e mudanças no funcionamento intestinal ou da bexiga”, destaca o diretor-técnico.

Atendimento - O ingresso no programa Paraíba contra o Câncer é feito a partir da Unidade de Saúde da Família do Município do paciente, que vai colocá-lo na lista da Central Estadual de Regulação, com fila única de atendimento. Em seguida, há a consulta com um enfermeiro navegador no serviço de Teleoncologia e, após, a consulta com médico especialista. O programa disponibiliza a realização dos exames necessários na rede estadual e encaminha o paciente para o procedimento cirúrgico.

No âmbito do programa, o Hospital Edson Ramalho oferta cirurgias de câncer de pele e partes moles, urológico – rim, próstata, bexiga, testículo e pênis –, câncer de mama, câncer ginecológico e do aparelho digestivo – pâncreas, intestino e estômago. 

O hospital oferta uma assistência diferenciada ao paciente com acompanhamento nutricional prévio à cirurgia para fortalecimento do sistema imunológico e aumento das chances de eficácia do procedimento cirúrgico. O tratamento é indicado aos pacientes com desnutrição, o que é comum nos pacientes com câncer do trato digestivo, a exemplo de câncer de estômago, pâncreas, intestino e fígado. 

Sintomas de alerta

Perda de peso inexplicada

  • Emagrecer sem dieta ou exercício pode ser um dos primeiros sinais

  • Mais comum em cânceres do sistema digestivo

 

Cansaço excessivo (fadiga)

  • Fadiga persistente que não melhora com descanso

  • Pode estar ligada ao esforço do corpo para combater a doença

 

Dor persistente

  • Dor contínua, sem causa clara, que não melhora

  • Pode indicar crescimento tumoral ou inflamação

 

Nódulos ou caroços

  • Aparecimento de “ínguas” ou massas no corpo (mama, pescoço, axila, virilha)

  • Geralmente indolores no início

 

Sangramentos anormais

  • Sangue nas fezes ou urina

  • Tosse com sangue

  • Sangramento vaginal fora do período menstrual 

 

Alterações no apetite ou digestão

  • Dificuldade para engolir

  • Sensação de estômago cheio rapidamente

  • Náuseas frequentes

 

Mudanças no funcionamento do intestino ou bexiga

  • Diarreia ou constipação persistente

  • Fezes muito finas ou com sangue

  • Vontade frequente de urinar

 

Alterações na pele

  • Pintas que mudam de cor, tamanho ou formato

  • Feridas que não cicatrizam

  • Amarelamento da pele (icterícia)

 

Tosse ou rouquidão persistente

  • Tosse que não melhora

  • Rouquidão por mais de duas a três semanas